O comércio fora das quatro paredes

30/10/2018
by Jardel Pires

A onda de fechamento de lojas por todo o setor de varejo dos Estados Unidos continua. Somente em 2017, mais de 7 mil lojas baixaram as portas por não conseguirem sustentar a rápida migração dos consumidores para o e-commerce, bem como o crescimento explosivo das marcas de venda direta a consumidores e o excesso de pontos de venda de varejo no mercado americano, já repleto até a exaustão. Nos EUA, a metragem per capita dedicada ao varejo é de 15 a 20 vezes superior à encontrada em outros mercados desenvolvidos. O tráfego de consumidores em shopping centers vem caindo continuamente, e as margens estão diminuindo em praticamente todas as categorias de varejo. Em vista dessas tendências, tem se tornado cada vez mais difícil justificar manter abertas caras lojas físicas se elas não atenderem às expectativas de venda. Nos primeiros meses de 2018, varejistas já anunciaram planos para fechar mais 3.800 lojas nos EUA.

Infelizmente, os varejistas com frequência decidem de forma equivocada quais lojas devem ser fechadas, acabando por prejudicar ainda mais, e de forma inadvertida, seus negócios. Todos eles desconsideram oportunidades valiosas de expandir sua presença no mercado e capturar o potencial de crescimento existente. A principal razão para isso está no fato de utilizarem métricas ultrapassadas: muitos varejistas continuam a usar uma combinação de análise de tendências e dados econômicos restritos para avaliar o desempenho da loja – ou seja, eles estão considerando principalmente as vendas e os lucros que a loja gera dentro de suas “quatro paredes”, sem incorporar seu impacto em outros canais. Tal avaliação acaba afetando outras decisões, incluindo a folha de pagamento da loja, a cobertura da mão de obra e, às vezes, a seleção do inventário. No entanto, hoje em dia os consumidores compram utilizando diferentes canais: eles podem visitar lojas para olhar os produtos e, mais tarde, acabar comprando online, ou eles podem pesquisar um produto online para depois comprá-lo em uma loja. Neste cenário, as métricas tradicionais “entre quatro paredes” são, na melhor das hipóteses, indicadores incompletos do potencial de uma loja.

Atualmente, os varejistas mais sofisticados estão examinando a interação entre as jornadas de decisão de consumidores online e offline. Eles estão capturando uma visão omnichannel do desempenho das lojas – possibilitando que cada loja “ganhe crédito” por todas as vendas em que desempenhou algum papel, independentemente de a venda ter sido efetivamente realizada online ou offline. Ao fazer isso, os varejistas têm obtido um quadro muito mais preciso do valor econômico total de cada loja e tomado decisões mais adequadas sobre sua presença omnichannel. E qual sua arma secreta para isso? Análises avançadas georreferenciadas.

Fora das quatro paredes

As lojas físicas não desaparecerão. Estimamos que as vendas em lojas ainda serão responsáveis por cerca de 75% a 85% das vendas do varejo até 2025. Posto isso, a loja física não é mais um local somente para se comprar produtos. Hoje, uma loja desempenha uma variedade de papéis possíveis: ela pode servir de showroom para testar produtos; pode ser um centro de finalização de pedidos online (ou um local conveniente para devolver ou trocar compras feitas online); pode ser um lugar para reunir grupos de amigas, que experimentam juntas os produtos e tiram selfies para postagem nas redes sociais; ou ainda um destino para aqueles que estiverem em busca de ideias e inspiração. É totalmente possível que uma loja tenha poucas vendas e lucro entre suas quatro paredes, mas contribua fortemente para o desempenho total do varejista.

Quadro 1
Who’s shopping where? The power of geospatial analytics in omnichannel retail

Avanços em dados e análises podem ajudar um varejista a quantificar tanto o efeito halo (positivo) de uma loja como seu efeito de canibalização (negativo) – ou, em outras palavras, como a existência da loja influencia o desempenho dos outros canais de venda do varejista (Quadro 1). Os varejistas há muito reconhecem que uma loja pode ter um efeito halo, mas tradicionalmente esse conceito tem sido pensado somente em termos de marketing – isto é, uma loja pode ampliar o conhecimento em relação à marca do varejista, da mesma forma que um comercial na TV ou uma publicidade em outdoor. Percebido dessa maneira, o efeito halo é difícil de ser mensurado. No entanto, em um mundo omnichannel, uma loja pode fazer mais do que simplesmente ampliar o conhecimento sobre a marca; ela pode alavancar as vendas por meio de outros canais, e vice-versa. Uma pesquisa da McKinsey sugere que o halo de e-commerce de uma loja pode representar de 20% a 40% do seu valor econômico total.

Uma nova era em termos de dados e análises

Há décadas que os varejistas têm colhido e analisado uma variedade de conjuntos de dados – informações sobre pontos de venda, dados demográficos, tendências de mercado e afins – para aprender mais sobre os consumidores e como melhor atendê-los. Hoje, graças à disponibilidade de novos tipos e fontes de dados, os varejistas são capazes de obter uma compreensão muito mais profunda sobre consumidores e mercados. Os varejistas têm acesso a mais dados sobre o comportamento dos consumidores do que antes, na forma de programas de recibos eletrônicos opcionais e dados anônimos de localização via telefone celular.

Os dados agregados podem trazer informações não somente sobre a quantidade, mas também sobre a qualidade do tráfego de clientes. E essas informações permitem que os varejistas tenham uma visão detalhada de como as pessoas se movem e interagem em um determinado mercado, bem como seu comportamento nos canais online e offline.

Isso não significa simplesmente mais dados. As empresas hoje também têm acesso a um poder analítico muito maior por meio de modelos de aprendizado de máquina. Esses modelos podem minerar grandes ativos de big data e ajudar a gerar insights granulares e práticos em nível de micromercado.

Conheça 6 vantagens do marketplace para os pequenos negócios

20/08/2018
by Jardel Pires


Resumidamente, o marketplace ( Mercado Regional ) é um site desenvolvido para vender produtos ou serviços pela internet.


Porém, ao contrário do e-commerce tradicional, esse modelo de negócio reúne várias empresas em um mesmo ambiente. Ademais, existem diversas vantagens do marketplace que podem ser importantes para os pequenos empreendedores.

Esses “shoppings virtuais” são gerenciados por uma empresa que arca com todo o trabalho de desenvolvimento da interface, criação do modelo de negócio, divulgação do site e crescimento da base de consumidores. As lojas, portanto, precisam se cadastrar, pagar as taxas exigidas e cuidar de suas próprias páginas e ofertas de produtos.

Para quem tem um e-commerce, os marketplaces devem ser vistos como uma oportunidade reforçar as estratégias de vendas. Porém, para aproveitar melhor as possibilidades, é importante que você saiba quais são as vantagens do marketplace e como ele pode auxiliar o desenvolvimento do seu negócio.

Interessado? Então, acompanhe os parágrafos a seguir e não perca a oportunidade de crescer ainda mais a sua empresa!

1- Otimização dos recursos

A estruturação de um e-commerce não é simples. E, por mais que você faça tudo certo, os resultados precisam de tempo para serem consolidados. Ao integrar a sua loja a um marketplace, esse processo é facilitado.

Ao mesmo tempo em que trabalha para fortalecer a sua marca, o lojista tem como expor seus produtos num canal que já conta com uma audiência significativa.

Basta que o lojista negocie e pague a comissão do marketplace para que possa começar a negociar seus produtos ou serviços. Além disso, oferece a sua expertise, tráfego, visitação e mídia para que seus parceiros possam desenvolver seus negócios.

2- Alcance de clientes

Desenvolver uma loja virtual própria e recorrer às redes sociais para divulgar produtos ou serviços requer um trabalho de divulgação para alcançar um grande número de clientes.

Com o marketplace, esse trabalho ganha ainda mais abrangência e consegue gerar fluxo ainda maior de consumidores, uma vez que há modelos próprios de divulgação, o que acaba favorecendo as empresas que o integram.

Além disso, esses “shoppings virtuais” dividem os custos de marketing em certas campanhas com os seus parceiros, barateando o processo de aquisição de clientes.

3- Volume de dados

Os marketplaces têm o costume de oferecer aos seus parceiros diversos dados sobre as suas vendas e seus desempenhos dentro da plataforma. Essas informações são bastante estratégicas para qualquer empresário que deseje desenvolver o seu comércio online e melhorar o seu desempenho na internet.

Isso porque conseguem planejar suas ações, promoções e precificar produtos e serviços com mais eficiência, o que aumenta as chances de converter os visitantes do marketplace em seus clientes.

4- Integração com outras ferramentas

Muitos empresários podem acreditar que ao entrar para um marketplace não poderá usar suas ferramentas digitais favoritas: CRMs, software de preços ou inventários. Porém, não existe essa limitação nos “shoppings virtuais” e as empresas podem seguir usando seus mecanismos de otimização de resultados.

É possível explorar tantos as informações fornecidas pelos marketplaces quanto os dados gerados pelos seus mecanismos de gestão e controle, o que pode fortalecer ainda mais suas estratégias online.

5- Aumento de vendas

Com uma estrutura corretamente desenvolvida, processos de divulgação bem construídos e apoio aos parceiros, os marketplaces conseguem atrair um bom volume de visitantes para o seu site. Quanto maior a exposição de produtos ou serviços, maior são as chances de aumentar as suas vendas.

É preciso apenas que as lojas online saibam trabalhar seus produtos ou serviços na internet e convencer os consumidores de que conta com as melhores mercadorias e preços. Ou seja, grandes chances de experimentar bons resultados.

6- Diversificação de público

Com um número maior de pessoas tendo contato com seus produtos ou serviços, há possibilidade que alcance consumidores que, em um primeiro momento, não conseguiria atingir. Isso contribui para a diversificação do seu público-alvo e faz com que a sua base de clientes possa crescer.

Isso favorece não apenas as suas vendas, mas também estimula os lojistas a buscarem novos produtos ou desenvolverem novos serviços para atender a sua nova demanda. Esse processo é essencial para que as empresas ganhem mercado e busquem constantemente o seu desenvolvimento.

Agora que você já sabe quais as vantagens do marketplace, que tal descobrir como eles podem auxiliar no crescimento dos pequenos negócios? Não deixe de ler os parágrafos abaixo!

Marketplace e o crescimento das empresas

Construir um modelo próprio de venda online é um desafio para as empresas, porém pode ser bastante recompensador. Em 2017, o setor teve um crescimento de 13,3% se comparado com o ano anterior e a expectativa é de que siga alcançando bons resultados. Dessa forma, com um trabalho bem-feito, as empresas podem conquistar boa margem de lucro com o comércio eletrônico.

Afinal, o perfil do consumidor tem mudado e ficado aberto às compras online. Mas, para isso, é necessário desenvolver um site que ofereça boa experiência para os consumidores e conte com estrutura logística e capacidade de estoque para dar conta do trabalho.

O marketplace é uma opção que pode potencializar ainda mais um comércio eletrônico, pois conta com um modelo de negócio estruturado e testado. Assim, empresas de qualquer setor conseguem melhorar o desempenho de seus e-commerces ao estabelecer mais um canal de divulgação e venda.

Para aproveitar melhor as oportunidades, é importante contar com as ferramentas adequadas para fazer a gestão da operação. Exemplo disso é esta plataforma desenvolvida justamente para conectar a sua loja aos principais marketplaces do mercado.

Com isso, além de ter todo o suporte necessário para destacar seus produtos na internet, o lojista tem como gerenciar todo o universo envolvido com as suas vendas online, seja na loja própria ou no marketplace. Num único local, por exemplo, pode fazer a gestão de estoque, o que evita a perda de clientes pela falta do produto.

O e-commerce é uma modalidade de negócio que deve seguir ganhando espaço e conquistando novos clientes. O empresariado deve ficar atento a esse mercado e aproveitar as vantagens do marketplace para aumentar a sua presença online e ter acesso facilitado a uma base sólida de usuários.



por Guilherme Lunardi

Ecommerce Brasil

Benefícios de ter uma loja virtual

28/06/2018
by Helpdesk

Facilidade na criação de promoções e preços

Uma das grandes vantagens de uma loja virtual é a facilidade de criar promoções e propagá-las pela rede em questão de poucas horas. Sua empresa não precisa imprimir materiais para informar os consumidores e ainda pode mudar o status de disponibilidade do produto instantaneamente.

Ferramentas que definem preços ajudam a intensificar sua oferta de valor, enquanto sistemas de análise de dados ajudam no controle da performance de cada oferta, permitindo que você gerencie cada promoção com eficiência.

E por falar em promoção, segundo o Relatório Webshoppers deste ano, os produtos que tiveram um maior volume de pedidos foram:

  • eletrodomésticos;
  • moda e acessórios;
  • cosméticos;
  • livros;
  • saúde;
  • telefonia e celulares.

Sem contar que o mercado de aluguel de automóveis e equipamentos diversos (como máquinas de construção civil), via lojas virtuais, também está ganhando terreno.

Se você busca rentabilidade, comercialize a seguinte sequência de produtos: eletrodomésticos, telefonia e celulares, informática, eletrônicos e decoração. Ao oferecer mercadorias de qualidade com promoções atrativas, as vendas subirão consideravelmente.

Possibilidade de acompanhar o desempenho

Todo negócio pela internet pode ser controlado e analisado por meio de sistemas de análise de dados, que podem mostrar a você uma visão geral do seu desempenho como varejista virtual. Faturamento mensal, tráfego no site, taxa de retorno (recompra), volume de transações e ticket médio: esses são apenas alguns dos dados que você terá acesso prontamente ao utilizar uma boa plataforma de e-commerce.

Esse tipo de acompanhamento é fundamental para que você reajuste suas ações de marketing e vendas, focando em atingir com mais precisão seus clientes.

Possibilidade de monitorar os consumidores

Além das informações do seu negócio, também é possível conhecer o perfil do seu consumidor. Por meio do comportamento das pessoas que acessam seu site, você descobrirá, por exemplo, quais itens são mais buscados, quais botões são mais clicados, qual é o horário de pico, os períodos do ano em que as vendas aumentam e vários outros dados que podem ajudar na otimização das campanhas de divulgação e de fidelização.

Loja aberta 24 horas por dia

Outro fator relevante para o aumento das vendas é o fato de que na web sua loja fica ativa 24 horas por dia. Imagine conferir o sistema de seu comércio eletrônico logo cedo e já se deparar com alguns pedidos realizados durante a madrugada! Isso é mais comum do que se possa imaginar, e uma excelente oportunidade para quem deseja vender mais, não tendo que investir muito dinheiro.

Em relação ao atendimento, também é possível automatizá-lo. Por exemplo, você pode elaborar um questionário com perguntas e respostas mais frequentes em um local acessível de sua loja virtual, para que o consumidor obtenha informações sem que seja preciso contatar um funcionário. Esse tipo de otimização pode beneficiar seus negócios consideravelmente!

Escalabilidade de clientes

Uma loja física acomoda um determinado volume de clientes por vez, o que prejudica suas vendas em uma data importante, como a Black Friday, por exemplo. Em contrapartida, ao abrir um e-commerce, você escala uma quantidade maior de clientes progressivamente, sem se preocupar se eles caberão no seu estabelecimento ou não.

É bem verdade que, conforme o passar do tempo, perdemos alguns consumidores. Mas, na loja virtual, fica bem mais simples de reconquistar clientes, uma vez que você não estará imobilizado devido aos limites geográficos.

Maior competitividade

As pessoas estão hiperconectadas e recorrem à internet para praticamente tudo atualmente. Assim, se você não está on-line, involuntariamente está perdendo uma grande fatia de clientes, que poderia aumentar seu faturamento rapidamente.

Portanto, para aumentar sua competitividade e intensificar as vendas, não deixe de abrir um e-commerce! Mas não pare por aí: sua loja virtual precisa ser responsiva, ou seja, deve operar perfeitamente em dispositivos móveis, já que a quantidade de compras efetuadas por meio de smartphones está cada dia maior.

E-commerce = Extensão de suas redes sociais

Suponhamos que um prospect (cliente em potencial) deseja informações sobre uma mercadoria e enviou uma mensagem para sua página no Facebook. Prestar um atendimento, respondendo suas dúvidas nem sempre será o suficiente para que ele visite sua loja física. Mas se você tiver um e-commerce, pode encaminhá-lo imediatamente para a realização do pedido, enviando o link do produto desejado.

Hoje, as mídias sociais são uma ampliação das lojas virtuais e atuam muito bem como um canal de vendas, porém só funcionam de forma efetiva se tiver um processo organizado e preparado para atender os consumidores.

Redução do custo operacional e aumento da margem de lucro

Por fim, mais alguns benefícios do e-commerce são: a redução do custo operacional e o aumento da margem de lucro. Com isso, não há necessidade de contratar vendedores, o que agiliza e facilita bastante para se obter uma margem de lucro maior, visto que não existe o comissionamento e também dá a oportunidade de operar com linhas de descontos nos preços bem mais atraentes aos clientes.

Viu só como investir em e-commerce é uma boa opção de negócio.

Até a próxima!

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